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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Recepção no aeroporto e destaque para as australianas no jornal O Diário

Luiz

A viagem de volta da Austrália foi tranquila, com direito à recepção de amigos, familiares e companheiros de Rotary no Aeroporto de Maringá. Há ainda muito o que contar sobre o IGE e isso será feito pelos membros do time na Conferência Distrital do próximo fim de semana e também em reuniões dos clubes.

Recepção no aeroporto, no retorno da Austrália
Dependendo da disposição de cada um, o blog seguirá por mais algum tempo com novas postagens, mais esporádicas. Como esta aqui, publicada para reportar sobre o time de IGE que visita a região noroeste do Paraná. As meninas australianas foram notícia em O Diário, na coluna Check-in, na edição de quarta-feira, 1º de maio.

Abaixo a coluna e a notinha sobre as australianas, no rodapé. Fica aqui o agradecimento especial à competente colega de imprensa Andrea Tragueta, com quem trabalhei por cinco anos em O Diário, por ajudar a emplacar esta foto. Rotarianos de toda a região agradecem.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013

No aeroporto de Sydney para o início do longo caminho de volta a Maringá

Luiz

Chegou a hora de voltar para casa. Depois do fim do IGE, em Perth, e de mais dias na costa leste o grupo aguarda no aeroporto de Sydney, nesta terça-feira (16), o início da longa jornada de volta a Maringá.

Na última noite antes do retorno, passeio na
Opera House, com vista para a Harbour Bridge

O primeiro voo, doméstico, pela Qantas Airways, partirá de Sydney rumo a Melbourne às 18 horas (horário de Canberra, 13 horas adiantado em relação a Brasília). O voo internacional de Melbourne para Doha, no Catar, está previsto para as 22h50. Também pela Qatar Airways, o grupo pegará voo de Doha para São Paulo.

A chegada do grupo no Aeroporto Sílvio Name Junior, em Maringá, está prevista para as 21h40 de quarta-feira (17). A única exceção será Fernando, que partirá para Brisbane, na Austrália, e Seul, na Coreia do Sul, antes de retornar para casa.

No penúltimo dia em Sydney, Tico, Fernando, Meire
e Luiz curtiram as belas praias de Manly

Canberra e Sydney
Depois de três dias juntos em Melbourne, o grupo se dividiu nos últimos dias na Austrália, antes do retorno. Tico, Bruno (já na companhia de sua esposa), Regina e Fernando partiram direto para Sydney. Meire e Luiz (este que assina a postagem) optaram por uma parada também em Canberra.

Meire e Luiz do alto da Telstra Tower,
com vista privilegiada de Canberra
Tanto na capital australiana quanto em Sydney, Meire e eu fomos hospedados por rotarianos. Aliás, fomos muito bem recebidos - como se ainda estivéssemos no programa de IGE. Em Canberra, ficamos na casa de Ross e Genevieve Power, perto do Parliament House (parlamento australiano) e em Sydney no apartamento de Patricia Harrison, próximo da Opera House.

Foram dias incríveis estes últimos, assim como em todo o programa. O intercâmbio chega ao fim com a viagem de volta, mas o blog continuará sendo atualizado por uma ou duas semanas após o retorno. Ainda há muito a ser contado sobre a oportunidade única deste programa do Rotary International.

Tico em ferry do transporte público, na baía de Sydney

sábado, 6 de abril de 2013

No último dia do IGE, hora de dizer adeus

Luiz

Vários ex-integrantes do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE), no período de preparação para a viagem, falaram sobre o quanto este programa do Rotary Internacional é espetacular. Só não fazíamos ideia  de que era tão bom – muito além das expectativas.

Luiz com a última família anfitriã: Nikki e Alan Morcombe
aprovaram os presentes trazidos do Brasil

Contudo, como tudo que é bom parece acabar rápido, com o IGE não foi diferente. Neste domingo (7), o grupo vive o último dia do programa, que por sua vez termina este ano após mais de 50 anos de história. O IGE será substituído por outro programa. Então, o intercâmbio Brasil-Austrália vem a ser o penúltimo IGE da história do Distrito 4630 – o último será o do Uruguai/Argentina, que começará em algumas semanas.

O grupo agradece a todos os rotarianos e clubes do Distrito 9465 (que podem acompanhar o blog graças ao tradutor do Google) pela amável recepção. Posso dizer que tive muita sorte por conta das famílias que me receberam. Eles sempre fizeram o possível para que eu me sentisse em casa nestes 30 dias do IGE. E foi em casa que me senti.

Nestes últimos dias, fiquei hospedado na casa de Alan e Nikki Morcombe, ambos aposentados ativos, jogando tênis quatro ou cinco vezes por semana. Vendo o casal, aprendi que é preciso ter equilíbrio para ter qualidade de vida. De nada adianta trabalhar muito e ganhar bastante dinheiro se não for para usufruir disso passando bons momentos com a família, amigos ou no hobbie favorito.

Neste domingo, à noite, o grupo pegará voo para Melbourne e, dias depois, para Sydney. Meire e eu também visitaremos Camberra, a capital. Essas cidades não fazem parte do programa, mas como a Austrália é tão longe, vale a pena aproveitar.

Antes do voo, o time terá mais uma apresentação – desta vez informal – no churrasco de despedida. Não estarei presente porque a família me convidou para assistir no estádio à partida do West Cost Eagles, time que representa Perth na liga nacional de futebol australiano (AFL). No final da tarde estarei com o restante do grupo para o momento do adeus. A Austrália Ocidental e todos os amigos que fizemos vão deixar saudades! 

Após visita ao sindicato dos jornalistas, tarde a la Robert Scheidt em Perth

Luiz (via blog Café com Jornalista)

Na capital da Austrália Ocidental, o salário inicial para um jornalista recém-formado é de, no mínimo, 40 mil dólares australianos por ano (cerca de 85 mil reais). Em Perth é muito pouco, já que um jornalista com dez anos de experiência ganha, pelo menos, três vezes mais do que isso.

Luiz: velejando pela primeira vez
A informação foi passada ao Café com Jornalista pela representante do sindicato dos jornalistas da Austrália Ocidental, Tiffany Venning. A visita do autor deste blog ao sindicato aconteceu na manhã da quarta-feira (3), penúltimo dia vocacional do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) Brasil-Austrália.

Em Perth e nos demais municípios do Estado, a negociação entre o sindicato – que conta com apenas três funcionários em tempo integral – e os patrões é válida por três anos. O sindicato representa 600 jornalistas filiados em toda a Austrália Ocidental. 

Surpresa à tarde
Em todo o calendário de visitas técnicas do IGE, para o autor deste blog foi o primeiro dia em que a o dia vocacional não tomou o dia todo. Sendo assim, à tarde sobrou tempo para algo inesperado. Meu anfitrião naquela semana, Ed McKinnon me perguntou se eu gostaria de velejar. Evidentemente, disse que sim.

Com velejadores amigos do host Ed McKinnon, segundo lugar em
competição local de vela. Comemoração foi com chope em iate clube

McKinnon, que velejou por 12 anos e chegou a conquistar o segundo lugar em uma competição nacional na Austrália, fez alguns telefonemas e conseguiu para mim lugar numa equipe que disputaria etapa local de campeonato de vela. Uma experiência única.

No final das contas, participei da competição (não fazendo muito mais do que ajudar com as velas) e trouxe para casa uma flâmula de segundo lugar na etapa. À noite, participei de confraternização com McKinnon e seus amigos no South of Perth Yacht Club.

Visita ao The West Australian, o maior jornal de WA

Luiz (via blog Café com Jornalista)

Como de costume, tenho postado aqui e também no blog Café com Jornalista algo sobre minhas visitas vocacionais do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) Brasil – Austrália. Na terça-feira (2), o programa do Rotary International me proporcionou visitar o The West Australian, o maior jornal do Estado.

The West Australian: 160 jornalistas e parque gráfico premiado
 A visita, apesar de ter sido a mais burocrática da série, foi bastante proveitosa. Fui recebido às 8 horas pelo gerente geral da empresa, Liam Roche. Há 32 anos na empresa, Roche começou como gráfico e hoje gerencia vários setores do jornal, entre eles a impressão. O parque gráfico, por onde iniciou meu tour, é impressionante.

O grupo WA Newspapers imprime também outros jornais do grupo, como o Kalgoorlie Miner, e jornais comunitários da cidade. A impressora principal possui 22 tores, sendo 16 delas para o jornal e as demais para encartes e revistas do grupo. Ao todo são 160 jornalistas, dos quais quase a metade são editores. A parte editorial ocupa dois andares de um dos dois prédios do jornal – ambos inaugurados na década de 90.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Primeiro de abril

Em função da data pode parecer mentira, mas não é. A convite do host de Tico, Leigh Smith, na segunda-feira (1º) o grupo teve um passeio extra. O que era para ser um dia em casa, com as famílias, acabou virando um passeio de barco nos arredores da Rottnest Island – um dos principais cartões postais da região de Perth.



Tico (esq.) e seu host Leigh Smith, o dono do barco
O passeio levou o dia todo. O grupo partiu de manhã e ancorou próximo à ilha, em excelente local para mergulho. Bruno e Fernando (este com alguma experiência, aquele pela primeira vez) mergulharam com oxigênio e os demais  – com exceção de Meire, que teve outro compromisso no dia – aproveitaram o dia de muito calor para cair na água gelada do Oceano Índico.

Para o almoço, a bordo da lancha, o time de IGE teve lagosta! Um luxo e tanto para uma segunda-feira. À tarde, Smith fez uma parada na Rottnest Island para um chopinho à beira-mar. O retorno para Perth aconteceu no final da tarde.


Rottnest Island: Fernando (foto) e Bruno aproveitaram
o dia de sol e calor para mergulhar

Páscoa em Fremantle

Luiz no Mercado Municipal
de Fremantle
Luiz

Após um dia de descanso com hospedagem em hotel, o time brasileiro de IGE foi recebido por famílias ligadas ao Rotary Club de Melville, que leva o nome de cidade no subúrbio de Perth. Exceto Bruno e Fernando, que ficaram na mesma casa, cada membro do grupo foi hospedado por uma família diferente.

No período da Páscoa, cada um teve bastante tempo livre com suas novas famílias anfitriãs. Na Sexta-feira Santa, tive a satisfação de conhecer os filhos e alguns netos de meus hosts Ed e Jean McKinnon, um casal fã do Dockers (time de futebol australiano). Ambos possuem cadeira cativa no estádio nos jogos do time em casa.


No feriado de Páscoa, grande movimento em Fremantle

No sábado, Ed e Jean me perguntaram o que eu gostaria de fazer. Disse que gostaria de conhecer Fremantle e passamos o dia todo na cidade onde fica a sede do Dockers. Visitamos a casa do time e também o Mercado Municipal, o centro histórico, a área do porto, uma galeria de arte e fizemos uma pausa para o almoço num bom café.

A cidade estava repleta de atrações, com encenação da Paixão de Cristo no centro. Músicos de rua e artistas disputavam a atenção dos locais e de centenas de turistas a cada quadra das ruas mais movimentadas. Na cidade, vê-se muito mais jovens do que a média, já que Fremantle é também uma cidade universitária.

Presença de Anita: reencontro inesperado na Austrália
Mundo pequeno
No domingo de Páscoa (31), retornei a Fremantle por outro motivo. Ao ler no Facebook que havia retornado a Perth, uma amiga jornalista entrou em contato comigo para dizer que estava na cidade. Anita Martins e eu fizemos parte da mesma turma de treinamento para novos colaboradores da Folha de S.Paulo – ela para escrever a partir de Florianópolis e eu, de Maringá.

Anita e o marido, fotógrafo profissional, decidiram passar uma temporada estudando inglês e trabalhando na Austrália. Agora, segundo ela, estão de partida para a Nova Zelândia, onde conseguiram visto de trabalho por um ano. Como Anita ainda passará um bom tempo longe do Brasil, foi muito bom reencontrá-la. O mundo não é tão grande quanto parece.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Impressões sobre as reuniões de Rotary na Austrália

Tico

As reuniões dos Rotary Clubs na Austrália têm algumas particularidades quando comparadas com as do Brasil. Geralmente, os australianos se reúnem em restaurantes, hotéis ou clubes e o pagamento é realizado na hora. Algo em torno 25 dólares australianos. Dessa forma, só pagam aqueles que efetivamente estiveram na reunião.

Tico na penúltima apresentação do grupo, na terça-feira (2)

A per capita distrital e internacional são pagas a cada 3 meses. Nas reuniões noturnas são reservados os 30 minutos que precedem a reunião para o companheirismo. Assim que a reunião é aberta, faz-se uma pausa para o jantar e a reunião é retomada durante a sobremesa.

Sorteios de vinhos são realizados no início da reunião. Alguns clubes cantam músicas típicas antes de iniciar os trabalhos. A maioria dos rotarianos não usam pins, em nenhum momento, nem nas reuniões. Durante a reunião usam um crachá com nome, classificação, cargo no clube e algum cargo importante no passado, como presidente e governador.

Uma brincadeira interessante e engraçada são as "multas" que qualquer um pode gerar para outro. Multa-se por qualquer motivo, inclusive inventado na hora. Quem multa deve doar algumas moedas e quem é multado, também. Exemplos de multas: esqueceu de usar o crachá, não cumprimentou o presidente, foi passear de barco e não pulou na água de biquíni (foi a brincadeira feita com Meire e Regina em Esperance). De um modo geral, essas particularidades tornam as reuniões bem mais animadas e interessantes.

Time conheceu parte do grupo do IGE da Austrália,
que estará no Brasil em algumas semanas

Penúltima apresentação
Enquanto hospedado pelo Rotary Club de Melville, nosso time de IGE fez mais uma apresentação formal. Aquela da terça-feira (2) à noite, em um iate clube na região metropolitana de Perth, foi a penúltima apresentação prevista para o programa.

Novamente, o grupo cantou "Garota de Ipanema"  para companheiros de vários clubes. Cerca de 80 pessoas estavam presentes e alguns membros do IGE Brasil - Austrália tiveram a oportunidade de rever hosts da primeira semana. Também conhecemos o restante das integrantes do IGE da Austrália que em algumas semanas estarão no Brasil.

domingo, 31 de março de 2013

No Channel Ten, coletiva com a primeira-ministra da Australia

Luiz (via blog Café com Jornalista)

No quinto dia vocacional do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) Brasil – Austrália, o jornalista do grupo visitou do Channel Ten. A emissora conta com boa estrutura – inclusive helicóptero – e cerca de 30 funcionários na área editorial, incluindo jornalistas, cinegrafistas e produtores. Nesta quinta-feira (28) passei o dia todo na emissora, tendo a oportunidade de acompanhar do estúdio os telejornais da emissora.

Luiz com repórteres do Channel Ten na redação de Perth

Pela manhã, pouco depois da 8 horas, fui recebido pelo chefe de reportagem do Channel Ten em Perth, Dougal Wallace, que me intimou a acompanhar a repórter Aleisha Banner em coletiva de imprensa com a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard. Num parque em Belmont, região metropolitana de Perth, Julia inaugurou a Great Eastern Hwy, avenida que liga Perth a bairros da região leste e cidades vizinhas. O ato foi apenas simbólico, porque a ampliação da avenida – agora com três pistas em cada sentido e ciclovia – foi entregue há algumas semanas.

Como fazia mais de três meses que a primeira-ministra não dava as caras em Perth, os jornalistas presentes aproveitaram o raro momento para perguntar à ministra sobre recentes problemas políticos em seu governo. Na Austrália existem dois partidos predominantes: Labor Party (lembra o PT) e Liberal Party (lembra o PSDB). Os Labors governam o país, mas os Liberals vivem melhor momento na Austrália Ocidental. Ou seja, em Perth Gillard não estava pisando em território político favorável. Foi polida, destacou o que o governo federal tem feito pela Western Australia e aos jornalistas não falou por mais de 20 minutos.

De volta à TV, fui muito bem recebido pela gerente de notícias do Channel Ten em Perth, Kerri Sands. Ela me apresentou toda a estrutura que a emissora dispõe para o jornalismo e, fato que também é importante, levou-me à cafeteria da emissora para tomar um café. De setor em setor, conheci a âncora da emissora em Perth, Narelda Jacobs, que já foi intercambista do IGE nos Estados Unidos. A ela não precisei explicar o quanto esse intercâmbio é válido profissionalmente.

Com a âncora do telejornal do Channel Ten para a Austrália Ocidental,
Narelda Jacobs (ex-intercambista do IGE)

I'm a Docker

Luiz

Nas primeiras apresentações formais do grupo, costumava dizer que torcia tanto pelo Dockers quanto pelo Eagles. Os rotarianos gostavam da declaração, mas em seguida sempre diziam que eu precisava escolher entre um dos dois times da Austrália Ocidental na AFL (Australian Football League). Foi o que eu fiz no decorrer do programa.

Luiz com camisa do Dockers: presente dos
hosts Ed e Jean McKinnon

Por influência das famílias anfitriãs - apenas um host torce não torce para o Dockers -, acabei escolhendo o time roxo e branco de Fremantle. Feita a escolha, fui sendo agraciado com lembrancinhas do Dockers. A última delas foi uma camiseta do time, presente de Ed e Jean McKinnon, que têm cadeira cativa nos jogos do time no Paterson Stadium, em Perth.

O jogo em campo oval é muito interessante. É bem mais dinâmico que Rugby e os gols, anotados com os pés, apesar da bola oval, podem valer um ou seis pontos. Um dos melhores jogadores da liga é o carioca Harry O'Brien, que defende o Collingwood FC. São 22 jogadores em cada time, sendo 18 titulares e apenas 4 reservas.

Centro de treinamento do Dockers, em Fremantle: salários
mais altos na liga podem chegar a 1,5 milhão de dólares
australianos (R$ 3 milhões) por temporada 

Após o intercâmbio, quando chegar a Melbourne, vou tentar assistir a uma partida do estádio. Vai depender muito da disponibilidade de jogos por lá. E quando voltar ao Brasil, claro, escreverei muito mais sobre esse esporte que é o preferido dos australianos.

sábado, 30 de março de 2013

Descanso antes da reta final do programa

Bell Tower, em Perth
Luiz

O IGE Brasil-Austrália já passou da metade. E para repor as energias antes da reta final do programa, o grupo teve um dia e duas noites de descanso no hotel Ascot Quays, no retorno a Perth. Para parte do grupo, o dia de descanso teve caminhada.

Na tarde de quarta-feira (27), com exceção de Regina, o grupo optou por um passeio no Centro de Perth, com direito a testar o transporte público de Perth. Os ônibus gratuitos do centro são confortáveis e passam de cinco em cinco minutos.

Uma das paradas foi na belíssima Bell Tower, uma torre com sino no centro da cidade. Por lá, comprei alguns postais, souvenirs e tirei fotos dos cadeados em formado de coração, colocados na torre por casais apaixonados. Moda em Paris, a mania está pegando entre os australianos e turistas que visitam a cidade.

Cadeados dos apaixonados na Bell Tower

No decorrer da tarde, o grupo também visitou o bairro de Subiaco, onde fica o Paterson Stadium, casa dos times de futebol australiano Dockers e Eagles. Por aqui, por influência da maioria das famílias anfitriãs, virei torcedor do Dockers.

À noite, o grupo se dividiu na hora do jantar. Meire e eu optamos por um lanche rápido seguido de passeio na estação central de trens de Perth. De lá é possível embarcar para cidades vizinhas, como a história Fremantle - cidade portuária com cerca de 25 mil habitantes. Também passeamos por algumas lojinhas do centro, retornando para o hotel às 21 horas. O dia seguinte, de visitas vocacionais, seria bem puxado.

terça-feira, 26 de março de 2013

Jornalista do grupo tem dia vocacional no Kalgoorlie Miner

Luiz (via blog Café com Jornalista)

Na visita vocacional desta semana, tive a oportunidade de visitar o Kalgoorlie Miner, principal jornal de Goldfields – a maior região da Austrália Ocidental (Western Australia). O jornal, que publicou na segunda-feira (25) matéria sobre o time brasileiro do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) do Rotary, foi fundado em 1895 e ainda funciona em sua primeira sede, um prédio histórico no centro da cidade.

Publicado diariamente (exceto aos domingos, quando circula um semanário), o único jornal de Kalgoorlie-Boulder tem tiragem de 9 mil exemplares. Isso aos sábados, dia em que o jornal tem 64 páginas. Para uma cidade de 31 mil habitantes, a tiragem do Kalgoorlie Miner pode ser considerada ótima.

A boa tiragem e o número expressivo de anunciantes permitem ao jornal manter uma equipe com 17 jornalistas e 3 fotógrafos. O expediente começa cedo, por volta das 8 horas, com reunião de pauta às 8h30. Participei da reunião da última segunda-feira e pude notar que, por aqui, não existe a figura do pauteiro. O repórter tem de sugerir as pautas e, se o assunto for bom, trabalha apenas uma matéria naquele dia – se o assunto for muito bom e exigir investigação, terá ainda mais tempo para finalizar a reportagem.

Luiz entre o chefe de reportagem Jarrod Lucas e a editora-chefe interina
Nadine Parsons: Kalgoorlie Miner conta com 17 jornalistas

O comércio da cidade gira em torno da mineração. Lembra muito a cidade de Minacu-GO (onde morei em 2007), que vive em função da exploração de amianto. O clima por lá também é árido, mas alguma coisa em agricultura e pecuária pode ser feito devido à proximidade do Rio Tocantins. Em Kalgoorlie-Boulder, pelo contrário, a água doce vem encanada de Perth, a mais de 600 km de distância. Há vários lagos na região de Goldfields, mas para azar dos locais todos são de água (bem) salgada.

Ao contrário das outras visitas técnicas, no Kalgoorlie-Miner não fiquei só olhando. Supostamente para testar minha capacidade de entrevistar e escrever em inglês, Nadine me passou uma pauta para o dia: ligar para as igrejas da cidade para saber qual a programação para a Sexta-feira Santa e para o fim de semana. Tarefa concluída em menos de duas horas, apesar da dificuldade para entender o inglês australiano.

Para minha sorte, o sotaque de Nadine eu pude compreender muito bem – por ter estudado inglês na Cidade do Cabo. A próxima pauta será escrever uma matéria curta sobre algum ponto turístico do Paraná. Escolhi as Cataratas do Iguaçu.

sábado, 23 de março de 2013

Terra abençoada

Luiz

A passagem por Esperance me ajudou a compreender o quanto o Brasil é abençoado. Esta pequena cidade australiana, com cerca de 15 mil habitantes, tem um litoral com belíssimas praias, cenários paradisíacos, mas não tem os rios e o verde do Paraná.

Na fazenda arrendada pelo Rotary, falta de água
levou à construção de grandes reservatórios 

Como Esperance é terra de fazendeiros, inevitavelmente, todos do grupo de IGE tiveram a oportunidade de conhecer fazendas. Visitei uma já no meu primeiro dia na cidade (veja aqui).

Na sexta-feira (22), todos conheceram uma fazenda que o Rotary Club de Esperance Bay arrendou dos aborígenes. O clube preparou um café da manhã para o grupo lá na fazenda. Por lá, grandes reservatórios precisaram ser construídos para suprir a falta de água durante parte do ano.

Café da manhã na fazenda!

Evitei dar pitacos sobre o que vi nas fazendas por aqui - ou até mesmo ficar fazendo comparações entre Brasil e Austrália nessa área - por considerar que, no grupo, apenas Fernando tem conhecimento técnico para tanto. Mas não foi difícil notar que as três colheiras (duas de verão e uma de inverno), possíveis no Brasil, causariam inveja a qualquer agricultor na Austrália Ocidental. Por aqui, a luta é para ter uma colheita por ano.

O trabalho é bem feito e os australianos contam com bons equipamentos, mas a natureza não os privilegiou tanto quantos nós, brasileiros.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Comi carne de canguru

Luiz

Luiz momentos antes de provar
carne de canguru: aprovado!
Meu ex-chefe em O Diário e também na Band Maringá, Milton Ravagnani, já tinha me aconselhado - ao saber de minha vinda para a Austrália - a provar carne de canguru. Provei e... gostei!

A oportunidade surgiu no churrasco (tipo australiano, com carne grelhada) que minha família anfitriã em Esperance preparou para mim, na terça-feira (19) à noite. No jantar também tivemos carne bovina, batata, saladas e vinho.

No dia seguinte, contei o feito aos demais membros do IGE e todos queriam saber como era o gosto da carne de canguru. Posso dizer que é macia, bem magra, menos saborosa que porco ou gado e diferente de qualquer outra carne que eu já provei. Se for para arriscar, diria que se parece um pouco - mas bem pouco - com pato. Há quem diga que parece com carne de cachorro, mas esta nunca comi e nem acho que vou comer.

No jantar, ganhei de minha hostess Louise um porta copos do Dockers, um dos dois times de futebol australiano da Austrália Ocidental - o outro é o Eagles. Vinha dizendo nas apresentações do grupo - para delírio da galera - que torcia tanto por um time quanto pelo outro, mas agora já me sinto um pouco mais Dockers.


Grupo faz segundo passeio de barco, desta vez em mar aberto

O IGE Brasil - Austrália está tendo oportunidades únicas desde o início do intercâmbio, em 8 de março. Na manhã desta quarta-feira (20), Tico e os membros do time fizeram um passeio de barco na costa de Esperance. Foi a segunda oportunidade do grupo num iate, mas foi a primeira em mar aberto.

Warren Slater, the captain, foi intercâmbista de jovens no Brasil, em 1981 

Fazia um pouco de frio e o tempo estava nublado, volta e meia com leve garoa, mas isso não atrapalhou em nada o passeio até ilhas próximas a Esperance. Passeio que foi proporcionado pelo rotariano Doug Slater - host de Fernando na cidade - e por seu filho Warren Slater, dono do barco.

Grupo pela primeira vez em mar aberto: todos
tomaram comprimido e ninguém ficou enjoado
Warren, que em 1981 passou um ano em São Paulo no intercâmbio de jovens do Rotary, arriscou algumas palavras em português e colocou música brasileira para tocar durante a viagem. Ele e Fernando aproveitaram a parada próxima a uma ilha para mergulhar, apesar da água gelada.

Foi uma experiência maravilhosa, acompanhada também pelos hosts de Bruno e Luiz, respectivamente Kim Beale e John Gray. À tarde, após almoço em um restaurante à beira mar, o grupo visitou o Porto de Esperance.

Esperance-WA: belas praias e água cristalina

Primeira vez
O primeiro passeio de barco do grupo aconteceu ainda em Perth. Em 13 de março, dia do aniversário de Tico, o time fez um cruzeiro de iate no estuário Rio Swan. O dia estava quente e teve céu de brigadeiro, como pode ser visto na foto.

Meire e Luiz no passeio de iate no estuário do Rio Swan

Ao contrário do passeio em Esperance, em Perth o grupo almoçou no próprio iate, que ficou ancorado por cerca de uma hora em área afastada da cidade. Além de o almoço estar delicioso, o grupo foi brindado com a aproximação de cisnes negros, facilmente atraídos por comida.

Fernando, Meire, Regina e Bruno: almoço no iate!
Muitos ex-intercambistas avisaram que o IGE era bom demais, mas ninguém do grupo podia imaginar que era tanto.

Perth vista do iate em manhã ensolarada

Na terceira apresentação formal, grupo canta Garota de Ipanema

Depois de se apresentar no Roraty Club de Mill Point e na conferência distrital, o grupo fez a primeira das duas apresentações formais previstas para Esperance - terceira cidade no roteiro do IGE Brasil - Austrália.

No Rotary Club de Esperance, Garota de Ipanema
saiu mais afinado do que nos treinos
A apresentação foi no RC de Esperance. O clube é formado apenas por homens, mas suas esposas compareceram em grande número para prestigiar o grupo que, para retribuir, cantou garota de Ipanema. Bruno mandou ver no violão e os demais, nos vocais. Tanto a apresentação formal (com slides) quanto a música renderam elogios.

Os membros do IGE foram presenteados com uma caneta e aproveitaram o momento de confraternização para entregar flâmulas de seus clubes padrinhos. Também na reunião, os membros entregaram cópias dos projetos de subsídios globais.

Confraternização com direito à troca de flâmulas. Na foto, Tico com
o presidente do RC de Esperance e host de Luiz, John Gray

Depois da ABC, jornalista do grupo visita o Esperance Express

Luiz (via Café com Jornalista)

Nos dias de visita vocacional do IGE, normalmente, os membros do programa têm a oportunidade de fazer mais de uma visita técnica por dia. Então, no mesmo dia da visita à rádio ABC, na terça-feira (19), tive a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelo Esperance Express.

Conforme informado na postagem anterior, Esperance é uma pequena cidade ao sul da Austrália Ocidental, Estado que tem Perth como capital. E com poucos leitores o jornal da cidade não consegue ser diário.

Luiz com jornalistas do Esperance Express
O Esperance Express é um jornal bem feito, mas tem edições apenas nas quartas e sextas-feiras. “Já publicamos na cidade, mas se tornou caro imprimir aqui e agora rodamos o jornal em Perth”, contou o editor-chefe do jornal, Paul Goldie.

Fui recebido no jornal pelo próprio editor, rotariano de um clube que o IGE visitou na noite anterior. Goldie disse que em toda a Austrália estão em circulação 300 jornais, a maior parte nas cidades de Sydney, Melbourne e Adelaide. Único jornal na cidade, o Esperance Express tem como principal concorrente o Kalgoorlie Miner – de uma cidade vizinha, mas que mantém correspondente em Esperance.

O Esperance Express emprega 15 pessoas, entre os quais uma editora e dois repórteres – além do próprio editor-chefe. Publica apenas notícias locais e tem venda média de 4.000 exemplares por edição. Considerando que Esperance possui apenas 15 mil habitantes, há de se considerar que o jornal é bem vendido. Nas casas onde já estive hospedado, percebi que o australiano tem costume de ler jornal, mesmo que seja apenas para conferir a programação da TV ou para ver a coluna social.

Na visita, perguntei e respondi a várias perguntas. O que era para ser apenas um bom bate-papo virou entrevista, com matéria prevista para ser publicada na sexta-feira (22). No Esperance Express, também tive a oportunidade de conhecer a editora Lauren Vardy e o repórter Rex Drabik, que escreverá a matéria sobre a visita do IGE Brasil – Austrália a Esperance.

Por falar em entrevista, aquela concedida à ABC foi ao ar em rede nacional na Austrália, na manhã desta quarta-feira (20). Fiz-me entender e recebi elogios de quem ouviu a entrevista.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Cangurus e coalas no segundo tour do IGE em Perth

Black Swan no Caversham
Wildlife Park: cisne negro dá
nome ao Rio Swan e é símbolo
da Austrália Ocidental
Ver cangurus, coalas e os cisnes negros (black swans, ave símbolo da Austrália Ocidental) de perto era uma das grandes expectativas dos membros do IGE Austrália, o que aconteceu já no segundo passeio oficial. Em 11 de março, o grupo conheceu o Caversham Wildlife Park, que abriga grande variedade e animais da fauna australiana.

O passeio começou por volta da 9 horas da manhã. O grupo e seus anfitriões se reuniram num charmoso café, numa pequena cidade chamada Guildford - também conhecida como City of Swan.

Os guias da vez foram  os hosts de Bruno e de Fernando, Peter Stevens e Joy Burnett respectivamente. Gentilmente, eles aguardaram pacientemente o grupo tirar centenas de fotos com os cangurus. Acostumados com os visitantes, os animais vêm comer na mão das pessoas.



Fato que tem impressionado o grupo é a quantidade de voluntários na Austrália. Muitos parques, como o Caversham, são tão bem cuidados graças ao empenho de jovens e aposentados (em especial) que usam parte de seu tempo livre para cuidar do patrimônio público. Como entre os australianos há a compreensão de que cuidar da cidade é de responsabilidade de todos os munícipes - e não apenas da prefeitura - as ruas são limpas e os bosques, bem cuidados.

Depois do passeio no Caversham Wildlife Park, o grupo fez um piquenique em um bosque vizinho. Mr. Stevens e Mrs. Burnett levaram para o almoço boa variedade de frios e salada. Cada qual comeu, pelo menos, dois sanduíches. À tarde, o grupo ainda visitou a loja de uma fábrica de chocolates e uma vinícola em tour no Swan Valley.


Muita emoção no aniversário de 35 horas

Luiz

Dia 12 de março foi especial. Não apenas porque no Vaticano deu-se início ao conclave para a escolha do próximo papa ou aqui, na Austrália, tivemos nossa primeira visita vocacional - a minha no Channel 7. Foi especial também porque era meu aniversário.

Pork Belly with red wine
Como o fuso horário de Perth está 11 horas adiantado em relação a Brasília, meu aniversário (e do Tico também, no dia 13) teve 35 horas. Quando aqui o dia 12 já havia acabado, no Brasil amigos ainda me desejavam saúde, sucesso, paz, etc, via Facebook.

As felicitações não se limitaram à rede social ou a aperto de mãos. Tão logo retornei do Channel 7, minha família anfitriã (Wayne e Fran Muller) me levaram para comemorar o aniversário em um resort, às margens do Rio Swan. No jantar, tivemos a companhia de Regina e de sua hostess Jennie Hunt.

Regina e sua hostess Jennie estiveram no jantar de aniversário

Foi um jantar inesquecível. Acompanhei Fran na escolha do prato: Pork Belly (carne de porco com direito a pururuca, sobre pedaços de brócolis e fatias de abóbora). De dar água na boca só de olhar! Regina e Wayne pediram algum tipo de salada e Jennie, salvo engano, sopa. Para acompanhar tivemos um bom vinho tinto australiano e, ao final, um bolinho de aniversário com café expresso - por conta da casa. Pensa alguém que foi dormir feliz!

No dia seguinte, aniversário do Tico, nosso grupo fez sua primeira apresentação (do qual falarei em postagem específica). Na reunião do Rotary Club de Mill Point, realizada num elegante clube de golfe, Tico e eu fomos parabenizados pelo aniversário e recebemos alguns presentes do clube, entre eles um minidicionário com palavras típicas do "inglês australiano". Mr. Wayne Muller me deu de presente uma bela caneta em caixinha de madeira.

Presentes de aniversário: destaque para o dicionário de inglês australiano

Agora entendo melhor o que queriam dizer Helena Silvestre, Flávio Vicente, Gilberto Sordi, Mário Kopp, Hiroaki Kimura - e alguns outros amigos ex-intercambistas do IGE - quando falavam que tem coisas que só o Rotary International pode proporcionar. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Kings Park abriu série de passeios em Perth

O Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) do Rotary International inclui inúmeras visitas vocacionais, direcionadas para a área de cada profissional, e proporciona aos integrantes conhecer a cultura do país visitado e o modo de vida de seus habitantes. Assim tem sido na Austrália, já que todos os membros do grupo estão hospedados na casa de rotarianos.

Contudo, o programa também inclui uma série de passeios, às vezes mais de um por dia. Os anfitriões fazem questão de mostrar a quem os visita o que há de melhor na cidade. No caso do IGE Brasil-Austrália 2012/2013, o primeiro passeio foi no Kings Park, no domingo (10).

Jennie Hunt, hostess de Regina: apaixonada pelo Kings Park, nossa guia
demonstrou profundo conhecimento da flora da Austrália Ocidental

Os moradores de Perth são orgulhosos de seus belos e espaçosos parques. O Kings Park, de onde se tem boa vista do centro da cidade e de seus arranha-céus, destaca-se por abrigar o jardim botânico da Austrália Ocidental (Western Australia). Lá, descobrimos que existem mais de 400 espécies de eucalipto e pudemos ver várias delas, com formatos, tamanhos e aromas bem distintos.

Além de Jennie, estiveram com o grupo no passeio os rotarianos
Peter Stevens (hostess de Bruno) e Wayne Muller (hostess de Luiz)

Nossa guia no Kings Park foi Jennie Hunt, hostess (anfitriã) de Regina nessa primeira passagem por Perth. Logo após esse passeio, conforme já reportado aqui no blog, Wayne Muller (hostess de Luiz) apresentou o centro de Perth ao grupo.